11 de julho de 2009

Coloninha 2007


NósporNós realizado na comunidade da Coloninha, parte continental de Florianópolis. Este dia reuniu a equipe organizadora do projeto para desenvolver mais este trabalho, que foi em homenagem ao músico Tim Maia, relebrando o mesmo e suas músicas na cabeça dos moradores mais velhos, e apresentando aos mais novos que não chegaram a conhecer. Grande dia de celebração da arte.






Ucho (3C), Jefi (3C), Japão (LDrão), Moskito(3C) e Pablo(LDrão)


Abaixo esta o projeto NósporNós aplicado na Galeria Madalena, localizada na comunidade da Coloninha, uma galeria de arte exposta à céu aberto entre casas e barracos apresentando muita arte pelo caminho. Há alguns trabalhos antigos não apresentados, pois a renovação do espaço é constante e alguns trabalhos não foram registrados.


Japão (LDrão)


Japão (LDrão)


Japão (LDrão)


Japão (LDrão)


Japão (LDrão)


Moskito, Ucho, Jefi (3C) e Japão, Pablo (LDrão)

Video da Galeria Madalena

9 de julho de 2009

Comunidade Pasto do Gado 2007

A comunidade do Pasto do Gado, localizada no Monte Cristo, parte continental de Florianópolis, sempre recebeu o Nós por Nós de portas abertas, e é uma comunidade que muito incentiva a continuidade do projeto.

O painel abaixo representa um retrato de fé e esperança por dias melhores nesta comunidade sofrida pela violência e conflitos urbanos, presenciados até mesmo durante o evento.




Japão (LDrão)


Japão, Pablo (LDrão) e Ucho, Moskito (3C)





Pablo (LDrão) e Moskito (3C)

Japão, Pablo (LDrão) e Moskito (3C)

Japão (LDrão)


Abaixo uma homenagem ao eterno mestre do samba Bezerra da Silva, que muito defendeu os moradores de morros e favelas.


Nerd (Caxias do Sul-RS), Pablo (LDrão)





Nerd (Caxias do Sul-RS), Rz(CCBG) e Japão(LDrão)


Nerd (Caxias do Sul-RS)


20 de fevereiro de 2009

Morro do Mocotó 2007 parte 2

Segundo Nós por Nós realizado no Morro do Mocotó, também na parte alta do morro, neste caso foi retratada a identidade do morro. Mostrando a visão artística do morro, criando uma identificação junto aos moradores, fazendo com que os mesmos se sintam pertencentes à cidade de Florianópolis, onde geralmente é só exposto a cidade com suas belezas litoranêas, esquecendo de grande parte de seus habitantes.

Como sempre em todos Nós por Nós foi grande o interesse das crianças pela arte do graffiti.


Aipmo (3C) e Japão (LDrão)










19 de fevereiro de 2009

Morro do Mocotó 2007 parte 1


Este foi o primeiro Nós por Nós realizado no Morro do Mocotó, localizado na região da Prainha, no centro de Florianópolis. O painel de graffiti foi realizado na parte alta do morro, em uma viela da comunidade.

Neste evento o tema do painel foi livre, mas em um dos trabalhos foi abordada a questão da valorização da mulher negra e moradora do morro, buscando retratar seu valor, pois encontramos uma problemática nessa questão de baixa-estima da mulher na comunidade.

Até mesmo durante a realização do graffiti presenciamos crianças ofendendo umas às outras com adjetivos como "macaca", "cabelo duro" e outras coisas do gênero.

Seguem abaixo fotos dos graffitis realizados neste evento:


Japão e Pablo (LDrão)


Ajax


Soka


Mos (Correria Constate Crew)


Ner (Sec)


Japão (LDrão)

14 de junho de 2008

Ta e daí, o graffiti vai salvar o mundo?

Não vamos, apenas contribuimos com o que podemos e você vai salvar?
Essa é a pergunta que muitas vezes são feitas ironicamente, questionando a eficácia de um projeto social envolvendo a arte do graffiti. Para muitas pessoas o graffiti é simplesmente um “desenhozinho”, “coloridinho” e “bonitinho” que esta lá somente para decorar um muro, uma fachada ou um ambiente.

Logicamente que um projeto de graffiti não vai colocar pão na mesa e nem dinheiro no bolso de ninguém, a não ser se for criada uma cooperativa com pessoas de dentro das comunidades para vender produtos e serviços relacionados ao graffiti gerando uma auto-sustentabilidade. Um bom exemplo disto é o Projeto Quixote, que realiza um bom trabalho na cidade de São Paulo. http://www.projetoquixote.org.br/

Mas como o foco do NósporNós não é este, e sim desenvolver painéis de graffiti dentro de comunidades, não nos prendemos muito a estes conceitos, pois também não queremos correr o risco de transforma-se ou associar-se com um projeto do tipo Criança Esperança, Mc Lanche Feliz ou Coca-Cola Social, projetos com o interesse maior de limpar a imagem de determinada empresa ou alcançar um bom nível de descontos de impostos, e será que todo o dinheiro que arrecadam com estas campanhas são investidos somente nos projetos sociais? Propagandas com crianças carentes sorrindo em nome de alguma “pseudo-ong” qualquer agência de publicidade faz.

Mas voltando ao NósporNós, que não é nenhum projeto milagroso e salvador do mundo como estes tantos, mas que tem sim um caráter social de recuperação da auto-estima das comunidades, criando uma identidade cultural e artística com a linguagem do graffiti, provocando uma aproximação dos moradores com a arte, deixando a mesma acessível tam­bém às estas comunidades, que tem somente como lazer as novelas, o bar e o futebol.

Salvar o mundo não vamos, mas esta é a forma que temos de contribuir. Aos que não acreditam, critiquem sim, mas apontem alternativas também.

6 de junho de 2008

Como acontece o Nós por Nós?


O projeto Nós por Nós promove uma atividade social e coletiva de graffiti visando à inserção da arte e cultura em comunidades carentes.

A aplicação do projeto se inicia com uma visita à comunidade, para en­trar em contato com os moradores sobre a oportunidade de estar realizando o Nós por Nós em algum local dentro desta comunidade, e também aproveitando o momento para analisar temas e idéias para o painel de graffiti.

Após o contato, é feito um convite à rede de graffiteiros da cidade para saber se há interesse em participar do projeto. É marcada uma reunião para idealizar a aplicação do projeto e a data que acontecerá o mesmo.

Dependendo da disponibilidade de estrutura, além da realização do pai­nel de graffiti acontecem apresentações musicais, oficinas de graffiti, esporte e lazer.

O evento disponibiliza a oportunidade de integração entre moradores, graffiteiros e pessoas que transitam pelo local onde esta sendo realizado o projeto, podendo acontecer diversas trocas de informações e idéias sobre os mais variados assuntos que geralmente não são vinculados na mídia.


Foto: Integração comunidade e graffiti.

O Projeto Nós por Nós


Começamos por meio deste blog a divulgação virtual do projeto artístico, cultural e social NósporNós. Projeto que vem ocorrendo desde 2006, atuando em comunidades carentes da Grande Florianópolis, utilizando o graffiti como meio de comunicação entre comunidade e artistas, revitalizando locais esquecidos pelo poder público e levando momentos de arte, cultura e lazer aos moradores destas comunidades e trambém aos participantes do projeto.

Foto: Comunidade Pasto do Gado, Monte Cristo, Florianópolis.