
Japão (LDrão)

Japão (LDrão)
Japão (LDrão)

Japão (LDrão)

Japão (LDrão)

Moskito, Ucho, Jefi (3C) e Japão, Pablo (LDrão)
Video da Galeria Madalena











Essa é a pergunta que muitas vezes são feitas ironicamente, questionando a eficácia de um projeto social envolvendo a arte do graffiti. Para muitas pessoas o graffiti é simplesmente um “desenhozinho”, “coloridinho” e “bonitinho” que esta lá somente para decorar um muro, uma fachada ou um ambiente.Logicamente que um projeto de graffiti não vai colocar pão na mesa e nem dinheiro no bolso de ninguém, a não ser se for criada uma cooperativa com pessoas de dentro das comunidades para vender produtos e serviços relacionados ao graffiti gerando uma auto-sustentabilidade. Um bom exemplo disto é o Projeto Quixote, que realiza um bom trabalho na cidade de São Paulo. http://www.projetoquixote.org.br/
Mas como o foco do NósporNós não é este, e sim desenvolver painéis de graffiti dentro de comunidades, não nos prendemos muito a estes conceitos, pois também não queremos correr o risco de transforma-se ou associar-se com um projeto do tipo Criança Esperança, Mc Lanche Feliz ou Coca-Cola Social, projetos com o interesse maior de limpar a imagem de determinada empresa ou alcançar um bom nível de descontos de impostos, e será que todo o dinheiro que arrecadam com estas campanhas são investidos somente nos projetos sociais? Propagandas com crianças carentes sorrindo em nome de alguma “pseudo-ong” qualquer agência de publicidade faz.
Mas voltando ao NósporNós, que não é nenhum projeto milagroso e salvador do mundo como estes tantos, mas que tem sim um caráter social de recuperação da auto-estima das comunidades, criando uma identidade cultural e artística com a linguagem do graffiti, provocando uma aproximação dos moradores com a arte, deixando a mesma acessível também às estas comunidades, que tem somente como lazer as novelas, o bar e o futebol.
Salvar o mundo não vamos, mas esta é a forma que temos de contribuir. Aos que não acreditam, critiquem sim, mas apontem alternativas também.